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A primeira tentação de quem olha para um conjunto de textos é dividi-los em poesia e prosa. Apesar da lógica inerente a esta divisão, Aristóteles seguiu uma outra lógica, muito mais complexa e abrangente, na sua definição dos tipos de textos (ou modos) em que se pode dividir o conjunto das obras literárias. Assim, em vez de dividir o grupo de textos de acordo com a sua forma ou aspecto gráfico, Aristóteles preocupou-se com:

  • a forma como o texto transmite a visão do mundo envolvente
  • a pessoa em torno da qual o texto é formulado
  • a função do texto

Portanto, textos que...

  • apresentam um mundo interior, ou subjectivo (o mundo exterior é apresentado pelos olhos do poeta)
  • centram-se em torno do "eu"
  • têm uma função emotiva

... pertencem à categoria da Lírica.


Os textos que...

  • apresentam um mundo exterior e objectivo
  • centram-se em torno de "ele", "ela", "eles" e "elas"
  • têm uma função referencial ou informativa

... pertencem à categoria da Épica, o nome originalmente atribuído por Aristóteles, mas que é comummente denominada Narrativa.


Os textos que...

  • apresentam um mundo exterior e objectivo
  • centram-se em torno do "tu"
  • têm uma função apelativa

... pertencem à categoria do Drama.


Assim, a Literatura pode ser dividida em três categorias universais: o modo lírico, o modo narrativo e o modo dramático. Cada um dos três modos é divisível numa outra ordem de categorias, os géneros (soneto, romance, tragédia...).

Comecemos por compreender o funcionamento da Lírica, tantas vezes apresentada como a primeira de todas as produções literárias humanas.

Agosto de 2006




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